domingo, 7 de março de 2010
Mudei o nome do blog
Atenção, mudei o nome do blog e vinculei a outra conta no google. Estava complicado administrar dois e-mails. Agora está com o título Tempo de Solidão - http://temposolidao.blogspot.com . Ok Deixei tudo no mesmo painel do blog Tempo Acadêmico - http://tempoacademico.blogspot.com
sexta-feira, 5 de março de 2010
Sexta-feira
Querem acabar comigo. Sexta-feira, aula manhã e tarde. Ninguém merece. Pobres dos meus alunos. Tô liquidada. Só quero um sofá e palpebras pesadas. Ver TV dormindo. Acordar de madrugada e me arrastar até a cama. Acabo permitindo que a cachorra venha junto. Já não terei mais força pra ter autoridade sobre ela. Vamos dar pontapés uma na outra até que ela se ajeite no outro lado dos pés da cama. É a rotina.
Eu deveria estar me preparando pra balada (!), mas nem me imagino cogitando um lugar para ir. Estou aqui olhando o relógio e vendo que a sexta se esvai em seus segundos irreversíveis e me abandona à madrugada do esquecimento. Nem ouso ter lembranças de dias ou noites melhores. Não dá mais, estou cansada demais pra isto. Agradeço este desempedimento de qualquer compromisso neste momento em que o sofá me chama. Tá, já estou indo, vou concluir esta mensagem. Mais uma sexta-feira de silêncio e agradecimento por estar viva e sem dor, o que é mais importante. Nenhuma dor, nem de cima, nem de baixo, nem do corpo, nem da alma. Vivo. Bendito sofá, lá vou eu! Plugs, nugs.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Plugs, nugs
Às vezes as palavras não bastam pra dizer o que sinto. Como agora, plugs, nugs, chechel, miles. Dogs dormindes perto de mim. Plugs, nugs, nel, vides noles, boles, biles. Blá! Zulim, quineu, pinéu. Noles. Bludes dondes mar, mares, mar... ondes? Onda, só, onda, solis. Blues, blues. blues. Plugs, nugs! Ih.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Abraço
Depois de meses um almoço. Abraço estremecido. Mãos trêmulas. Rosto suado. Fala nervosa. Palavras atrapalhadas, empilhadas, ditas como saída do Olímpico em dia de grenal. Ímpeto de coisas as claras. Na mesa prato cheio comido depressa. E a bebida que não vem. Copo com dedos do garçon. Ninguém é perfeito. Mas o abraço foi em modo de A, rápido, pra se ver livre. Muita gente conhecida olhando. O medo na volta, como de gente procurada. Temos que parar de nos encontrar assim. Hi, hi, hi.
Amor amore
Fecho os olhos e a imagem do amado é nítida dentro de mim. Toda a saudade ficou reprimida por tanto tempo. Cruzei seus olhos e vi que poderia ainda estar lá dentro. O preto de seu olhar esconde bem o que sente. Esquiva-se do passado, teme o futuro, segura-se no presente com unhas e dentes pra não perder o rumo. O presente é sua proteção contra o imprevisível, o impensável, o que nega de pés juntos: voltar pra mim.
Eu sou o imprevisível que assombra sua retidão, sua rotina tão certa de eventos sólidos. Ah, quisera poder levar-te o caos no mais sublime tempero de vida. Vida é risco que almeja a paz e vive em guerra. A guerra em teus sentimentos é o prenúncio do retorno inexorável. A paz reside no reencontro com o amor infinito que um dia jogou-se em teu destino. Eu sou teu destino e tu, amado, é meu futuro, se o universo assim conspirar.
Eu sou o imprevisível que assombra sua retidão, sua rotina tão certa de eventos sólidos. Ah, quisera poder levar-te o caos no mais sublime tempero de vida. Vida é risco que almeja a paz e vive em guerra. A guerra em teus sentimentos é o prenúncio do retorno inexorável. A paz reside no reencontro com o amor infinito que um dia jogou-se em teu destino. Eu sou teu destino e tu, amado, é meu futuro, se o universo assim conspirar.
Que assim seja.
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