Os meninos de coco raspado brincavam em puro frenesi na espuma das ondas. Seus risos libertos de qualquer censura tornavam o mar um cesto aconchegante daqueles filhotes. Cena sublime, de difícil descrição. Fiquei ali alguns minutos, tentando entender em qual momento perdemos tal espontaneidade. A alegria deles era tanta, que me envergonhei da admiração, da surpresa com essa raridade. Quem dera ter novamente esta idade, trazer amigos pras ondas e em espumas rirmos juntos de nossa criancice. Pois acho que riem é disto. Riem de sua inocência, riem de sua meninice.
domingo, 2 de agosto de 2009
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